Minicursos

Entre as principais atividades do Cobramseg 2020 destacamos os minicursos. Ao todo serão 9 minicursos com temas atuais com renomados profissionais da área atualizando o público. As atividades serão realizadas na UNICAMP no dia 15 de setembro de 2020 das 9h30 às 17h30. Clique aqui e faça sua inscrição.

Programação

9h30 às 17h30
Melhoramento e construção de aterros em solos moles: fundamentos e casos de obras l Instrutores: Márcio de Souza S. Almeida e Maria Esther Soares Marques

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo Maria Esther Soares Marques
Formada em Engenharia Civil pela UFRJ (1989), MSc em Engenharia Civil pela COPPE/UFRJ (1996) e DSc em Engenharia Civil pela COPPE/UFRJ (2001) com pesquisas de campo e laboratório realizadas na Université Laval, Québec. Atualmente é professora associada do Instituto Militar de Engenharia. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Mecânicas dos Solos, atuando principalmente nos seguintes temas: comportamento de solos moles, ensaios de campo, ensaios de laboratório, aterros sobre solos moles e pavimentos. Publicou dois livros em co-autoria: Aterros sobre solos moles – projeto e desempenho (2010) e Design and Performance of Embankments on Very Soft Soils (2013). Foi Coordenadora de Programa de Pós Graduação em Engenharia de Transportes de 2011 a 2014. É professora do corpo permanente dos cursos de Graduação em Engenharia de Fortificação e Construção, na Pós Graduação em Engenharia de Transportes e na Pós Graduação em Engenharia de Defesa do IME, onde orienta mestrandos e doutorandos. Ministra as seguintes disciplinas: Mecânica dos Solos I e II, Fundações e Obras de Terra para graduação. Para a pós graduação: Mec. Solos Avançado, Obras de Terra para infraestruturas de transportes, Meio Ambiente e Atividades Militares e Solos tropicais e processos erosivos.

Minicurrículo Márcio de Sousa S. Almeida
Graduação em Engenharia Civil na UFRJ em 1974; MSc. na COPPE 1977 quando entrou para os quadros da COPPE, onde desde 1994 é Professor Titular. Orientou mais de 90 Teses de Doutorado e Mestrado. Obteve o PhD na University of Cambridge, Inglaterra em 1984. Pós-Doutorado na Itália e Noruega em 1991-92. Foi Academic Visitor das Universidades de Cambridge, Oxford, Western Austrália e ETH-Zurique. Coulomb Lecturer 2015, Comité Français de Mécanique de Sols. Prêmios Terzaghi e José Machado pela ABMS: e artigos premiados pelas revistas Geosynthetcs International e Ground Improvement ICE. Cientista do Estado FAPERJ. Participou de gestões do CA-EC do CNPq e de duas Avaliações Trienais da CAPES. Coordenou o Programa de Engenharia Civil e a Área Interdisciplinar de Engenharia Ambiental da COPPE/UFRJ. Participou de 2 PRONEX/MCT. É atualmente um dos líderes de pesquisa do INCT REAGEO. Autor de 4 Livros (2 nacionais, 2 internacionais), de Capítulos de livros; e de mais de 300 artigos, cerca de 80 artigos em periódicos indexados. Principais áreas de atuação: Obras de Terra, Geotecnia Ambiental e Marinha, Investigação Geotécnica e Geossintéticos. Já presidiu 2 Congressos Internacionais. Tem intensa atuação em Consultoria Geotécnica. PQ 1A desde 1992.

Descrição
O curso aborda toda a sequência necessária para o projeto de obras sobre solos moles, abordando a investigação geotécnica, os cálculos realizados nas diversas técnicas e finalizando com as técnicas de monitoramento do desempenho em campo. É recomendado tanto para profissionais atuantes em consultoria geotécnica como para alunos no último ano de graduação como para mestrandos e doutorandos.

Programa
– Métodos construtivos em aterros sobre solos moles;
– Investigação geotécnica: ensaios de campo e de laboratório;
– Cálculo de recalques por adensamento primário e secundário;
– Aceleração de recalques: drenos verticais e sobrecargas;
– Cálculo de estabilidade em aterros convencionais e reforçados com geossintético;
– Uso de colunas granulares tradicionais;
– Uso de colunas granulares encamisadas com geossintéticos;
– Aterro sobre estacas com plataforma de geogrelha;
– Uso de deep soil mixing;
– Uso de mistura seca com cimento;
– Enrijecimento do solo mole com CPR;
– Instrumentação e monitoramento de recalques e de estabilidade.

9h30 às 17h30
Fundações em estacas hélice contínua: execução, projeto e desempenho l Instrutor: Uberescilas Fernandes Polido

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
– Engenheiro Civil, Universidade Federal do Espírito Santo, 1971;
Master of Science, Geotechnical, University of South Carolina, Columbia, USA -1974;
– Professor a Área de Geotecnia do CENTRO TECNOLOGICO DAS UFES -1974 a 2008;
– Presidente do Núcleo ABMS-ES(2017-2018-2019);
– Co-Autor do Livro “AS ENCOSTAS URBANAS”;
– Dezenas de Trabalhos Científicos publicados em Congressos e Revistas Técnicas;
– Diretor Técnico da GEOCONSULT – CONSULTORIA DE SOLOS E FUNDAÇÕES LTDA;
– Quarenta e cinco anos de experiência em Projetos Geotécnicos;
– Membro do DFI-Deep Foundation Institute;
– Membro da Comissão Técnica de Fundações da ABMS.

Ementa
Fundações em estacas hélice continua compreendendo aspectos executivos, de projeto e avaliação de desempenho. Processo executivo, evolução da estaca hélice continua,vantagens e desvantagens, limitações. Abordagem dos principais aspectos executivos, perfuração, concretagem, qualidade do concreto, instalação da armadura. Dimensionamento estrutural e geotécnico a compressão,métodos semi empíricos,mobilização do atrito lateral e ponta. Fatores de segurança. O que mudou com a norma de Fundações, NBR 6122/2019 ABNT.Exemplos de dimensionamento. Avaliação de desempenho, provas de carga, ensaios dinâmicos,integridade do fuste. Experiência e pesquisas, comportamento em solos moles, areias e solos lateríticos.

Programa
1-INTRODUÇÃO
• Definição, evolução;
• Vantagens e desvantagens;
• Limitações;
• Solos favoráveis e desfavoráveis.

2 – EXECUÇÃO
• Processo executivo;
• Requisitos da nova norma de Fundações NBR 6122/2019;
• Solos favoráveis e desfavoráveis;
• Perfuração;
• Equipamentos, Capacidade da mesa e do guincho;
• Concretagem;
• Qualidade do concreto, traço, exsudação;
• Instalação da armadura, detalhes construtivos.

3 – PROJETO
• Dimensionamento estrutural à compressão;
• Dimensionamento geotécnico à compressão;
• Mobilização do atrito lateral e da ponta;
• A nova norma de fundações, NBR 6122/2019;
• Fatores de segurança;
• Exemplos de dimensionamento.

4 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
• Requisitos da NBR 6122/2019;
• Prova de carga, interpretação;
• Ensaios Dinâmicos (PDA);
• Integridade do fuste, ensaio PIT.

5 – EXPERIÊNCIAS E PESQUISAS
• Comportamento em diferentes tipos de solos:
o Solos moles;
o Areias;
o Solos lateríticos.

9h30 às 17h30
Investigações geotécnicas de campo l Instrutor: Antônio Sérgio Damasco Penna

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
– Graduado em Engenharia Civil em 1974, na Escola de Engenharia Mauá, distinguido com o prêmio “Escola de Engenharia Mauá”, pela obtenção da maior média global, nos cinco anos do curso de engenharia.
– Mestre em Engenharia de Solos e Fundações, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1983, com a dissertação “Estudo das Propriedades das Argilas da Cidade de São Paulo, Aplicado à Engenharia de Fundações”.
– Doutor em Engenharia de Solos e Fundações na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1993, com a tese “Estudo do Comportamento “Carga x Recalque” de Estacas Pré-Moldadas de Concreto na Região da Grande São Paulo”
– Professor Titular das disciplinas de “Mecânica dos Solos, de Obras de Terra”, e de “Fundações”, na Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, onde lecionou desde 1976 até 2013.
– Diretor da empresa DAMASCO PENNA – Engenheira Geotécnica, desde 1980, onde coordenou, orientou e dirigiu, trabalhos de consultoria geotécnica, aplicados em mais de 5.500 obras de engenharia civil.

Descrição
O objetivo do curso é apresentar as técnicas de investigações de campo atualmente em uso no Brasil.
Os ensaios de campo que serão apresentados compreenderão:
– SPT – Standard Penetration Test
– CPTu e SCPTu – Ensaio de penetração de cone
– DMT e SDMT – Ensaio com o dilatômetro de Marchetti
– VST – Ensaio de palheta “Vane-Test”
– PMT – Ensaios com o pressiômetro de Ménard
– Técnicas de coletas de amostras para ensaios de laboratório

Programa
As apresentações das diversas técnicas compreenderão as descrições das execuções dos ensaios, a interpretação dos resultados obtidos, a análise de casos de obras e a resolução de exercícios práticos de aplicação.

9h30 às 17h30
Uso de geocélulas em reforço de obras de infraestrutura de transporte l Instrutor: José Orlando Avesani Neto

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
Engenheiro Civil, Mestre e Doutor pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP). Atuou como Consultor e Pesquisador no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) em obras de infraestrutura como barragens, túneis, escavações urbanas, fundações, monitoramento e modelos físicos e numéricos e como consultor in company no mercado de Geossintéticos. Atualmente é consultor nas mesmas áreas pela Avesani Consultoria Geotécnica e Professor Doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EP-USP).

Descrição
Este curso apresenta técnicas modernas de reforço de infraestruturas de transportes usando geocélulas. O objetivo será apresentar os principais conceitos, técnicas e análises da aplicação de reforço de geocélulas em vias pavimentadas e não pavimentadas e em pavimentos ferroviários, usando o método mecanístico-empírico, de sorte a capacitar os profissionais para avaliações de desempenho das estruturas, promovendo reduções de espessura de camadas e/ou verificando aumento de vida útil.

Programa
1. Introdução a geocélula – conceitos básicos
a. Sobre a geocélula (dimensões, formatos, matérias-primas)
b. Aplicações
c. Controle de qualidade e de especificação

2. Breve descrição do método mecanicista-empírico
a. Teoria elástica do sistema de camadas
b. Tipos e características dos materiais empregados
c. Modelos de danos na estrutura do pavimento

3. Exemplos de emprego de geocélulas em infraestrutura de transportes
a. Aplicações em vias pavimentadas
b. Aplicações em vias não pavimentadas
c. Aplicações em ferrovias

4. Metodologia de análise e projeto de pavimentos usando geocélulas
a. Mecanismos de reforço e melhora devido a presença da geocélula
b. Conceitos de posicionamento do reforço e escolha do material de preenchimento
c. Técnicas de quantificação da melhora fornecida pelo reforço
d. Ferramentas de análises
e. Etapas de dimensionamento

5. Aplicação dos conceitos e discussão e análises de resultados
a. Vias pavimentadas
b. Vias não pavimentadas
c. Pavimento ferroviário

9h30 às 17h30
Aspectos fundamentais ao estudo de Mecânica das Rochas l Instrutor: Carlos Emmanuel Ribeiro Lautenschläger

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
Professor Adjunto na Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde ministra disciplinas e conduz pesquisas nas áreas de Mecânica dos Solos e Mecânica das Rochas. É doutor pelo programa de pós-graduação em engenharia civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na área de Geotecnia, com ênfase em mecânica das rochas, tendo desenvolvido tese em geomecânica de poços e reservatórios de hidrocarbonetos. Atuou como engenheiro sênior junto ao Grupo de Tecnologia e Engenharia de Petróleo (GTEP / PUC-Rio) desenvolvendo projetos em parceria com o CENPES / PETROBRAS. Foi professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Universidade Gama Filho, também no Rio de Janeiro. Cursou graduação e mestrado em Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com ênfase na área geotécnica. Durante a graduação, realizou pesquisas relacionadas à geotecnia ambiental e desenvolvimento de novos materiais geotécnicos. No mestrado, atuou na seara de modelagem numérica aplicada à engenharia de fundações. Foi reeleito para o cargo de Secretário Executivo do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas (CBMR / ABMS), para o biênio 2017-2018, onde atua ativamente na propagação da cultura geotécnica nos âmbitos acadêmico e profissional, sendo membro da diretoria desde 2015.

Descrição
O presente minicurso aborda os conceitos fundamentais relacionados ao estudo da Mecânica das Rochas, sendo especialmente indicado para estudantes e profissionais que ainda não tiveram contato com a área. O curso se divide em três módulos principais. No primeiro módulo, é traçado um paralelo da área de rochas com a mecânica dos solos, visando a familiarização dos jovens geotécnicos ao fato de que muitas das grandezas geotécnicas convencionais se aplicam ao estudo de mecânica das rochas, sendo grifadas as peculiaridades na abordagem neste caso. Os aspectos geológicos da formação das rochas são abordados, com foco na influência da gênese das rochas no seu comportamento esperado e na sua vocação de engenharia. No segundo módulo do curso, as propriedades índice comumente empregadas em mecânica das rochas são conceituadas, bem como seus métodos de obtenção. Aspectos particulares sobre a resistência e a deformabilidade de rochas intactas e maciços rochosos são abordados brevemente no curso, bem como a importância e os principais aspectos relacionados ao estudo das descontinuidades. No terceiro e último módulo, um panorama sobre os métodos de classificação será apresentado, ilustrando os ramos de aplicação na engenharia de rochas. Espera-se que ao final do minicurso o participante possa se sentir mais familiarizado aos conceitos básicos da mecânica das rochas, estando apto a se aprofundar em qualquer dos temas abordados a partir deste ponto de partida.

Programa
Primeiro Bloco
1. Enquadramento da Mecânica das Rochas no contexto Geotécnico: Neste módulo, serão abordados os conceitos básicos da geotecnia aplicados à mecânica das rochas em específico.
2. Aspectos Geológicos: origem das rochas, e tipos de rochas, e relações com comportamentos esperados. Regimes de tensão atuantes.

Segundo Bloco
3. Propriedades das Rochas: Apresentação das propriedades índice utilizadas em mecânica das rochas, com pequena descrição dos procedimentos para obtenção. Abordagem para rochas intactas e maciços rochosos, incluindo abordagens de resistência e deformabilidade.
4. Aspectos sobre descontinuidades: Apresentação da relevância do estudo das descontinuidades em rochas, e das suas propriedades e influência sobre o maciço.

Terceiro Bloco
5. Classificação de Maciços Rochosos: Panorama geral sobre os itens e aplicações dos métodos de classificação dos maciços rochosos (RMR e Q de Barton).
6.Considerações finais: apresentação das principais áreas de aplicação da mecânica das rochas, exemplificando a ocorrência em cada caso dos temas abordados no curso.

9h30 às 17h30
Desmonte cuidadoso de rochas por explosivos em áreas urbanas e subaquáticas l Instrutor: Lineu A Ayres da Silva

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
O engenheiro de Minas Lineu Azuaga Ayres da Silva ingressou como docente na Escola Politécnica da USP em 1975, ocupando no Departamento de Engenharia de Minase de Petróleo o cargo de Professor Titular de 1999 a 2013. Nesta mesma Universidade obteve os títulos de Engenheiro de Minas (1968), Especialista em Engenharia de Minas (1973), Mestre em Tecnologia Mineral (1981), Doutor em Eng. de Minas (1989) e Livre Docente (1993).Tem atuado como Consultor ad hoc do CNPq, FAPESP e FINEP. Foi coordenador da Área de Mecânica de Rochas e Abertura de Vias Subterrâneas do Departamento de Engenharia de Minas de 1993 até 2013. Foi chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo por três mandatos (97-99; 99-2001; 2003-2005). Como Professor de Engenharia de Minas tornou-se membro de Associações Científicas, como a AIESMIN (Associação Ibero Americana de Ensino Superior em Engenharia de Minas) e do Programa CYTED (Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento) e participou da Organização de vários eventos nacionais e internacionais na área de sua especialização. Foi o idealizador e autor da Proposta aprovada pelo Conselho Universitário da USP em setembro de 2002, da criação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, do Curso de Graduação em Engenharia de Petróleo e foi o condutor de sua implantação. Este foi o primeiro curso de Graduação desta especialidade no Estado de São Paulo, sendo o segundo no Brasil. Dedica-se também à Empresa de Consultoria Ayres da Silva e Associados -Projetos e Consultoria para Engenharia de Rochas. Continua ainda hoje com suas atividades docentes na Pós-Graduação da EPUSP. Ocupa atualmente o cargo de Presidente do CBMR da ABMS.

Ementa
O minicurso em oferecimento pretende informar os principais aspectos e transmitir as técnicas a serem consideradas e utilizadas na elaboração de planos de fogo cuidadosos para os possíveis tipos de Desmontes de Rocha em áreas Urbanas e Subaquáticas.
Procura transmitir o funcionamento geral dos desmontes por explosivos mas, principalmente, os tipos de fogos utilizados em condições gerais de controle e quais os parâmetros cujo dimensionamento se tornam particularmente importantes para a consecução do objetivo de preservar fora do alcance de eventuais danos que poderiam ser produzidos em alvos específicos como estruturas , edificações, monumentos e, principalmente, seres vivos.
Para tanto são enfocadas as principais técnicas de uso internacional, o equacionamento matemático dos parâmetros para seu dimensionamento e as normas (brasileiras e internacionais) mais utilizadas aplicáveis ao seu controle ( vibrações, frequência, ultra- lançamento e ruídos ).

Programa

Primeiro Bloco:
Dados Técnicos Gerais dos Desmontes
• Tipos de Explosivos
• Ações dos explosivos
• Desmontes em bancada
• Desmontes por crateramento
• Parâmetros de dimensionamento de planos de fogo

Segundo Bloco:
Desmontes Cuidadosos
• Elementos técnicos que determinam o uso de desmontes cuidadosos/seu levantamento e classificação
• Tipos de desmontes cuidadosos/caracterização/finalidades específicas de emprego
• Distância segura/Distancia escalada

Terceiro Bloco:
Dimensionamento dos desmontes cuidadosos
• Técnicas para dimensionamento de desmontes cuidadosos
• Técnica como função específica do tipo de desmonte cuidadoso
• Monitoramento/Controle/Limitações/Normas Brasileiras
• Principais Normas Internacionais de Interesse.

9h30 às 17h30
Gestão integrada de riscos e desastres: encostas e planícies l Instrutor: Roberto Quental Coutinho

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo:
Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (1973), mestrado (1976) e doutorado (1986) em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutorado (Visiting Scholar) pela University of California at Berkeley -Geotechnical Engineering Group (Prof. James K. Mitchell) nos Estados Unidos (set/1990 a out/1992). Diretor de Pós-Graduação UFPE (1995-1999), Pró-Reitor Acadêmico UFPE (1999-2003) e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFPE(PPGEC –Out/2011 a Jan/2018). Atualmente é professor Titular da Universidade Federal de Pernambuco. Tem coordenado e atuado (desde 1978) em diversos projetos de pesquisas financiados por CNPq, FACEPE, PRONEX e INTC/MCTI, Ministério das Cidades e Ministério da Integração, atualmente Ministério do Desenvolvimento Regional. Pesquisador CNPq Nível 1B.Prêmios recebidos na área de geotecnia: José Machado, Icarahy da Silveira e Dirceu de Alencar Velloso e o Prêmio Terzaghi 2010/2011, conferidos pela ABMS -Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. Proferiu a Palestra Nacional da ABMS 2010, 1ª Conferência Jaime Gusmão 2011 e a 1ª Palestra Itinerantena Região Nordeste Pelópidas Silveira ABMS-NRNE 2018/2019. Láureaao Mérito do Centenário do Clube de Engenharia de Pernambuco. Profissionalhomenageado do GEONE 2019 (Recife-PE).Atua em diversas áreas da engenharia geotécnica-fundação.

Descrição:
Nas últimasdécadasobserva-se um aumento no númerode desastres provocados, entre outras causas, por movimentos de massa e inundações, decorrentes do ritmo acelerado de ocupaçõesem áreasproblemáticas(encostas e planícies)e de mudanças climáticas.Tem despertado nos diferentes segmentos da sociedade civil e órgãospúblicosa importânciada análisee gerenciamento integrado de riscos para o planejamento do uso do solo, a Reduçãode Riscode Desastres(RRD), parcelamentode loteamento,desenvolvimento de importantes infraestruturase projetos de engenharia.

Programa:
Este minicurso tem como objetivo apresentar aos participantes os conhecimentos e metodologias relacionados aos aspectos da gestão integrada de risco e desastres, com foco emáreasurbanas e áreasde expansão, mostrandoa importânciada engenharia geotécnica, ações estruturais(obras de engenharia)e não estruturais (planejamento urbano, monitoramento -sistema de alerta,etc), junto com exemplos de experiência efetivas em RRD.Os desastres a serem tratados serão movimentos de massa e erosão(encostas) e inundações (planícies). O gerenciamento de risco é composto de três etapas: Análise de Risco (Risk Analysis); Avaliação de Risco (Risk Assessment) e Gerenciamento de Risco (Risk Management). Tem sido um dos importantestópicos do JTC1 –Joint Technical Committee on Landslides and Engineering Slopes das Sociedades InternacionaisISSMGE, IAEGand ISRM.

Tópicos:
1 –Introdução: Tipos de desastres e importância
2 –Conceitos Geraise Específicos: Governança e Gestão Integrada de Risco e Desastres
3 –Metodologias –Processos: Modelos internacionais de abordagem deRiscos; Etapas do processo de Gerenciamento; Marco de Sendai 2015-2030, Legislação e Ferramentas Geotécnicas(conceitos e exemplos).
4 –Ações para a Redução de Risco e Desastres
4.1 –Ações Estruturais: projetos de estabilização -Reduz a possibilidade de ocorrênciados processos
4.2 –Ações não Estruturais: planejamento urbano, monitoramento-sistema de alerta, capacitação –educação-Reduz asconsequênciasdos processos
5 –Experiências em Redução de Risco e Desastres: Ações de engenharia geotécnica, monitoramento, educativas etc.
6 –Considerações Finais

9h30 às 17h30
Gestão de riscos aplicada a barragens de rejeitos l Instrutor: André Pacheco Assis

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
Professor titular da Universidade de Brasília (UnB), atuando nas áreas de túneis, barragens e gestão de riscos geotécnicos. Graduou-se pela própria UnB (1980) e obteve seu doutorado pela Universidade de Alberta, Canadá (1990). Foi professor visitante na Universidade de Nevada, EUA e no Instituto Federal Tecnológico de Lausanne, Suíça. Foi presidente do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT), da Associação Internacional de Túneis e do Espaço Subterrâneo (ITA) e da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Já orientou mais de 100 dissertações de mestrado e teses de doutorado, e publicou mais de 300 artigos técnico-científicos.

Descrição
O curso será dividido em três partes: i) conceitos gerais e aspectos geotécnicos de barragens de rejeitos; ii) conceitos gerais de análise probabilística e gestão de riscos; e iii) gestão de riscos aplicada a barragens de rejeitos.

Programa
1. Conceitos Gerais e Aspectos Geotécnicos de Barragens de Rejeitos
– Geração, tipos e técnicas de disposição de rejeitos.
– Barragens de rejeitos (construção em etapa única e etapas sucessivas de alteamento).
– Vantagens e desvantagens de diferentes tipos de barragens de rejeito.
– Modos de ruptura de barragens por causas geotécnicas (instabilidade, piping e liquefação) e respectivos métodos de análise.

2. Conceitos Gerais de Análise Probabilística e Gestão de Riscos
– Abordagens determinística e determinística
– Conceito de falha, probabilidade de falha e confiabilidade
– Métodos de caracterização d variabilidade naturais de parâmetros e carregamentos
– Métodos de avaliação da probabilidade de falha qualitativos e quantitativos (árvores de falhas e de eventos, e métodos probabilísticos)
– Avaliação qualitativa e quantitativa de consequências de eventuais falhas de barragens (estudos de ruptura hipotética, área de inundação, altura de cheia, velocidade e tempo de chegada)
– Diagramação do risco (matriz de risco e gráfico de Farmer)
– Curvas de aceitabilidade e tolerabilidade de risco de falhas em barragens

3. Gestão de Riscos Aplicada a Barragens de Rejeitos
– Exemplo de aplicação da matriz de risco de barragens de rejeito, conforme a legislação
– Exemplo de cálculo de probabilidade de falha, considerando diferentes tipos de falha
– Exemplo de cálculo de consequências de uma eventual falha de uma barragem
– Uso do gráfico de Farmer como forma de gestão de riscos e tomadas de decisão
– Necessidade de um sistema integrado de gestão e comunicação de riscos

9h30 às 17h30
Túneis e poços de grande diâmetro em solo: introdução aos principais aspectos de projeto l Instrutor: Pedro Teodoro França

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
O engenheiro Pedro Teodoro França é gerente do departamento de Escavações Subterrâneas da CJC Engenharia de Projetos, empresa especializada em projetos de obras de infra-estrutura, com grande ênfase em projetos de túneis e obras subterrâneas. O Eng.º Pedro França é graduado e mestre pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é colaborador do CBT e tem diversos artigos técnicos publicados em revistas e congressos nacionais e internacionais. O engenheiro participou do projeto de mais de 40 estações de metrô e mais de 100km de túneis em trabalhos desenvolvidos no Brasil e no exterior (Portugal, Venezuela, Emirados Árabes, Israel, Peru e outros). Dentre os projetos atualmente em execução, destacam-se os projetos da Linha G do Metro do Porto, Portugal, dos túneis da Rodovia Tamoios no litoral norte do Estado de São Paulo, da Linha Leste do Metro de Fortaleza e dos Lotes 1 e 3 da Linha 2 do Metro de São Paulo.

Programa
No curso serão abordados os principais aspectos relacionados com o desenvolvimento do projeto de túneis convencionais e poços de grande diâmetro em solo. Os seguintes tópicos serão abordados:

– Fenomenologia da escavação de um túnel/poço de grande diâmetro/poço de grande diâmetro;
– Princípios do NATM;
– Elementos que compõem um projeto de um túnel/poço de grande diâmetro;
– Investigação geológico-geotécnica;
– Principais elementos que compõem uma obra de um túnel/poço de grande diâmetro;
– Principais elementos de um túnel/poço de grande diâmetro;
– Metodologia executiva típica (túnel em seção plena);
– Metodologia executiva típica (túnel em seção parcializada);
– Metodologia executiva típica (poço de grande diâmetro);
– Tratamentos de maciço;
– Sistema de controle de águas subterrâneas;
– Revestimento primário;
– Instrumentação;
– Impermeabilização;
– Revestimento secundário;
– Túneis mecanizados (breve abordagem);
– Cálculos, estudos e análises usuais em projeto de túneis;
– Análise de risco de danos em edifícios;
– Acompanhamento técnico de obra;

9h30 às 17h30
Aspectos gerais do uso de estacas trocadoras de calor para a climatização sustentável de superestruturas l Instrutor: Renato P. Cunha

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo
Possui graduação em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (1985), mestrado em engenharia civil pela Coordenação dos Programas de Pós Graduação em Engenharia – COPPE/UFRJ (1988), doutorado em Geotecnia pela Universidade de British Columbia – UBC do Canadá (1994), e pós doutorado na Universidade de Sydney – USYD da Austrália (1999) e no Instituto Superior Técnico de Portugal (2019). Atualmente é Professor Titular da Universidade de Brasília, atuando em nível de graduação e pós graduação respectivamente no Departamento de Eng. Civil e Ambiental e no Prog. de Pós Graduação em Geotecnia, tendo ingressado nesta universidade em 1994. Tem perfil de Pesquisador 1-C do CNPq sendo consultor adhoc deste órgão e da CAPES, além de Revistas Técnicas nacionais e internacionais da área geotécnica, sendo ainda membro do corpo editorial da Revista Soil and Rocks. Tem experiência como Educador, Consultor, Projetista e Engenheiro nas áreas de Fundações, Contenções & Escavações, e Ensaios de Campo da Engenharia Civil (Geotecnia). Atua em nível de Pesquisa, Ensino e Extensão 3 linhas básicas, relacionadas a fundações, contenções, e ensaios de campo em solos tropicais do Centro Oeste. Terminou de fazer um pós doutorado no assunto específico deste curso.

Descrição
Trata-se de curso geral em que a concepção, o entendimento, e os mecanismos teóricos/técnicos para a implantação e dimensionamento de fundações profundas do tipo “trocadoras de calor” (Geothermal Energy Piles, GEPs) serão discutidos. Fundações trocadoras de calor são infraestruturas geotérmicas que além de servirem de fundação à superestrutura para suporte das cargas atuantes, também ajudam em sua climatização térmica mantendo sua temperatura interna, ou seja seu conforto energético, por meio de uma ativa troca de calor entre a superestrutura, a infraestrutura e o solo circundante. Esta troca de calor pode ser utilizada para resfriamento da superestrutura no verão e para aquecimento no inverno, sempre procurando-se utilizar do meio geotécnico para armazenamento, troca e retirada da energia necessária ao conforto térmico do sistema como um todo. Este sistema é basicamente composto por dois circuitos, o primário e o secundário. Ambos são independentes, relacionados ao sistema geotérmico (infraestrutura) e ao estrutural (superestrutura), sendo conectados por bombas trocadoras de calor que mantem o equilíbrio energético do sistema e a climatização em níveis agradáveis de temperatura.

O curso portanto abordará os distintos componentes do sistema integrado, e enfocará no entendimento mecânico do comportamento das fundações e da transferência de calor entre o meio geotécnico, a fundação profunda e o fluído circulante. O curso é baseado em artigos, teses acadêmicas, casos históricos reais e conhecimentos teóricos, experimentais e científicos recentes na área, publicados ao longo dos últimos 5 a 10 anos. Trata-se de tecnologia “nova” redescoberta na Europa e que ajuda na redução da emissão de gases de efeito estufa, contribuindo com as obrigações de cada país junto ao tratado assinado no Protocolo de Kyoto. Tem um apelo ambiental considerável na Europa, particularmente pelo fato da Comissão Europeia no assunto ter colocado diretrizes arrojadas de emissão zero de CO2 até 2030.

Infelizmente o conhecimento e a difusão na área geotécnica, mecânica e ambiental na America do Sul é ainda limitada, e o incentivo ao uso e implementação via políticas públicas no Brasil é praticamente inexistente – seja por desconhecimento, por falta de pressão da sociedade civil, e ausência de regulação jurídica & técnica para projeto, implementação e monitoramento desta tecnologia.

O curso será ministrado em português, porém com slides em inglês, e está sendo oferecido após um intenso pós-doutorado do Professor neste assunto específico no Instituto Superior Técnico de Lisboa, ao longo de todo o segundo semestre de 2019.

Este curso buscará os seguintes quatro objetivos principais:
a. Familiarização com a noção, os princípios gerais e a teoria envolvida com esta nova tecnologia, discutindo-se possibilidades para o Brasil e possíveis desvantagens frente a outras tecnologias geoambientais;
b. Visualização dos aspectos principais do conhecimento gerado em literatura técnica e acadêmica sobre o assunto nos últimos 10 anos em que a tecnologia se estabeleceu e começou a se difundir firmemente na Europa e nos Estados Unidos. Em face do tempo disponível, este aspecto se dará de forma resumida;
c. Entendimento dos princípios gerais de projeto e do background associado com a simulação e a análise de sistemas tecnológicos deste tipo, envolvendo as variáveis térmicas necessárias e as propriedades requeridas pelos distintos circuitos do sistema (infraestrutura, superestrutura, e bombas de calor);
d. Divulgação da tecnologia, ajudando no aporte e estabelecimento futuro de novas políticas e técnicas ambientais de redução da emissão de gases efeito estufa por obras industriais, residenciais e do agronegócio Brasileiro (silos, estufas, etc.).

Programa
O programa de aulas é resumido nos tópicos abaixo, a ser apresentado ao longo dos três blocos de apresentação de conteúdo:
1. Background histórico;
2. Aspectos de energia sustentável;
3. Concepção geral e componentes;
4. Definições e aspectos teóricos;
5. Pontos chaves ao dimensionamento e projeto;
6. Conhecimento gerado em teses recentes no Brasil (havendo tempo).

9h30 às 17h30
Confiabilidade Geotécnica: conceitos, parâmetros e exemplos l Instrutores: Prof. Waldemar Hachich, Eng° Eugênio Pabst Vieira da Cunha, Eng° Victor Enrique León Bueno de Camargo

Minicurrículo e ementa

Minicurrículo Waldemar Hachich
Waldemar formou-se em Engenharia Civil (1972) e obteve o Mestrado em Engenharia de Estruturas (1978), ambos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), da qual é professor desde 1973. Obteve o Ph.D em “Geotechnical Engineering” no MIT em 1981. Fundou a Interact em 1986 e a Geoexpert em 1991, na qual desenvolve atividades de consultoria até o presente.

Minicurrículo Eugênio Pabst Vieira da Cunha
Eugênio formou-se em Engenharia Civil (1979) e obteve o Mestrado em Engenharia de Solos, ambos na EPUSP. Foi co-fundador da Interact, da qual é atualmente diretor técnico, desenvolvendo projetos geotécnicos os mais diversos.

Minicurrículo Victor Enrique León Bueno de Camargo
Víctor formou-se em Engenharia Civil (2000) e obteve o Mestrado em Engenharia Geotécnica (2005), ambos na EPUSP. Fundou e é diretor da G4U, onde desenvolve projetos geotécnicos desde 2006.

Descrição
Algoritmos para cálculo de probabilidade de falha geotécnica estrutural (ELU) foram muito difundidos nos últimos anos. Aplicações desses algoritmos a estados limites de serviço (ELS) foram bem menos comuns. Igualmente incomuns têm sido as discussões sobre a quantificação das incertezas a serem consideradas para os valores dos parâmetros geotécnicos de maciços. Será demonstrado que o cálculo correto das probabilidades de falha de obras de diferentes tipos, em um mesmo maciço, exige diferentes variabilidades das propriedades do maciço, em função do tipo de obra. Outro assunto pouco discutido é o significado das probabilidades de falha calculadas pelos algoritmos vigentes. Falha no primeiro carregamento? No primeiro ano da vida útil? Em cada ano da vida útil? Em toda a vida útil?
Todos esses pontos serão discutidos, com roteiros de cálculo simplificados e exemplos de aplicação.

Programação
1. Introdução: conceitos de confiabilidade em ELU e ELS e sua relevância em cada tipo de obra geotécnica
2. Como estimar parâmetros de variabilidade das ações e das resistências para ELU e ELS dos seguintes tipos de obra geotécnica:
– Taludes
– Contenções (solo grampeado em especial)
– Fundações
3. Roteiros de cálculo simplificados
4. Exemplos práticos